Menina de 12 anos revelou os abusos após ser encontrada chorando no banheiro da escola; padrasto e mãe foram presos
Uma adolescente de 12 anos foi o centro de uma investigação que culminou na prisão do padrasto e da própria mãe no município de Grão Pará, no Sul de Santa Catarina. A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de prisão preventiva contra os dois após apuração de crimes graves cometidos contra a menor.
O padrasto foi indiciado por estupro de vulnerável de forma reiterada, enquanto a mãe foi presa por omissão e conivência com os abusos.
Abusos começaram quando a menina tinha 9 anos
De acordo com a Delegacia de Polícia de Grão Pará, responsável pela investigação, os crimes teriam começado quando a vítima tinha apenas 9 anos de idade. Durante aproximadamente três anos, o homem teria praticado atos libidinosos e relações forçadas contra a menina de forma sistemática.
O episódio mais recente teria ocorrido no dia 3 de março de 2026, quando o suspeito teria trancado a residência e escondido as chaves, impedindo que a adolescente deixasse o local.
Caso foi descoberto na escola
A situação veio à tona depois que professoras encontraram a menina chorando e em desespero no banheiro da escola. Segundo o relato da adolescente, ela disse que não queria voltar para casa, o que despertou a atenção das educadoras.
A partir do relato, a investigação foi iniciada pelas autoridades policiais.
Um laudo da Polícia Científica confirmou a existência de ruptura himenal antiga, o que reforça a suspeita de que a jovem vinha sofrendo violência sexual ao longo de anos.
Histórico já havia sido denunciado
A investigação revelou ainda que o histórico de abusos já havia sido denunciado anteriormente quando a família morava em Chapecó.
Na época, dois boletins de ocorrência foram registrados sobre os mesmos fatos. Entretanto, segundo a polícia, nenhuma medida efetiva foi tomada porque a família deixou a cidade.
Mãe teria agredido a própria filha
Conforme apurado pelos investigadores, a mãe tinha conhecimento dos abusos, mas tratava as denúncias da filha como mentira.
Em alguns momentos, segundo a polícia, a mulher chegou a agredir fisicamente a adolescente como forma de punição por relatar as violências.
Prisões preventivas
Diante da gravidade dos fatos e do risco à integridade da menor, a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos dois suspeitos.
O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público de Santa Catarina e foi autorizado pelo Poder Judiciário.
A operação de cumprimento dos mandados contou com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina.
Após os procedimentos legais, os dois foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça. O caso segue em investigação.
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