A crise no preço da cebola em Santa Catarina tem provocado forte impacto na economia agrícola e já levou sete municípios a decretarem situação de emergência. O problema atinge diretamente produtores rurais e compromete a rentabilidade da cultura, considerada uma das principais fontes de renda em diversas regiões do estado.
Além de Ituporanga, conhecida como a capital nacional da produção de cebola, cidades como Atalanta, Chapadão do Lageado, Imbuia, Alfredo Wagner, Leoberto Leal e Lebon Régis também oficializaram decretos diante da queda no valor pago aos produtores. A medida permite que os municípios adotem ações emergenciais para reduzir prejuízos no setor agrícola.
O principal fator da crise é a redução significativa no preço da cebola. Dados técnicos apontam que o custo médio de produção gira em torno de R$ 1,33 por quilo, considerando despesas com mudas, defensivos agrícolas e mão de obra. No entanto, o valor pago ao produtor na última safra ficou em cerca de R$ 1,20 por quilo, abaixo do necessário para cobrir os custos. Especialistas indicam que o preço ideal para garantir a sustentabilidade da atividade seria próximo de R$ 2,00 por quilo, patamar que não é alcançado desde a safra 2023/2024.
Com a decretação da emergência, as prefeituras podem facilitar o acesso dos agricultores a linhas de crédito, renegociação de dívidas e outras medidas de apoio financeiro. A crise da cebola preocupa autoridades e produtores, já que a cadeia produtiva influencia diretamente o desenvolvimento econômico de várias regiões catarinenses.
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